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Entra gente no seu site e ninguém chama: os sete motivos de sempre

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Mesa clara com notebook aberto, caderno, xícara e celular com a tela apagada
Foto: Tatiana Syrikova / Pexels

Tem um tipo de frustração muito específica que só quem já investiu em site conhece.

Você pagou pelo site. Ele ficou bonito. Você até conseguiu levar gente até ele, com anúncio, com Instagram, com a ficha do Google. O número de visitas subiu.

E o telefone continua igual.

Quando isso acontece, o dono do negócio quase sempre chuta a mesma coisa: “o site deve estar feio” ou “o Google deve estar errado”. Nas duas vezes o palpite erra. O problema quase nunca é o visual, e quase sempre é uma das sete coisas abaixo.

Quer que eu olhe o seu site pelo olhar de quem ia te contratar? Me manda o link no WhatsApp que eu abro no celular e te digo em que ponto eu desistiria.

1. A pessoa não entende o que você faz em cinco segundos

Abra o seu site no celular. Olhe só o que aparece antes de rolar a tela.

Está escrito, com todas as letras, o que você faz e onde você atende? Não a sua missão. Não “soluções inteligentes para o seu negócio”. O serviço, no nome que o cliente usa, e a cidade.

Esse é o erro número um e o mais barato de corrigir. A frase certa é quase sempre chata e específica: “Instalação e manutenção elétrica residencial em Campinas e região”. Chato converte. Bonito e vago não converte.

Teste rápido: mostre a primeira tela do seu site pra alguém que não conhece o seu negócio, por três segundos, e pergunte o que a empresa vende. Se a pessoa hesitar, o problema está aí e você acabou de encontrar.

2. Não tem um jeito imediato de falar com você

A pessoa gostou. E agora?

Se a resposta for “ela rola até o fim da página e preenche um formulário”, você está perdendo a maior parte. Formulário no Brasil, em serviço, tem um custo de paciência que quase ninguém quer pagar. A pessoa preenche cinco campos, não sabe se alguém vai responder, e não sabe quando.

O botão de WhatsApp visível na primeira tela costuma ser a maior diferença isolada num site de serviço.

E tem um detalhe que quase todo mundo erra: o botão precisa abrir a conversa com a mensagem já escrita. Alguma coisa como “Oi! Vim pelo site e quero um orçamento de instalação elétrica”. Isso faz duas coisas de uma vez. Tira o constrangimento de quem não sabe como começar, e te diz de onde a pessoa veio, o que vale ouro na hora de saber o que está funcionando.

3. Não tem nenhuma prova de que alguém já confiou em você

Site de empresa pequena costuma falar muito de si mesmo e não mostrar nada de fora.

Quem está decidindo não quer o seu adjetivo. Quer sinal de terceiro. Nota do Google visível, comentário real de cliente com nome, foto de serviço feito de verdade, logo de empresa atendida, número de anos trabalhando.

“Mas eu não tenho avaliação nenhuma ainda.” Então esse é o trabalho do mês, e é o que mais rende. Peça pros últimos cinco clientes satisfeitos, hoje, um por um, com o link direto. É desconfortável na primeira vez e depois vira rotina. Enquanto isso, use o que você tem: foto do trabalho, tempo de mercado, quantidade de atendimentos. Prova fraca ainda é melhor que nenhuma. Como responder e usar avaliação, inclusive a ruim, a gente detalhou aqui.

4. Você não fala de preço em lugar nenhum

Esse é o mais polêmico, então vamos com calma.

Não estou dizendo pra tabelar tudo. Estou dizendo que silêncio total sobre preço faz a pessoa presumir caro e ir embora, e você nem fica sabendo.

Você não precisa do valor final. Precisa dar chão: a faixa em que trabalha, o que faz o preço subir ou descer, o que está incluso, o valor mínimo de projeto. Uma frase resolve: “projetos residenciais começam em torno de X, e o que mais muda o preço é o tamanho da área e a necessidade de troca de quadro”.

Quem acha caro sai antes de tomar seu tempo, e isso é ganho. Quem fica, fica sabendo no que está entrando. Foi por isso que a gente publicou a conta aberta de quanto custa um site em vez de mandar todo mundo “pedir orçamento”.

5. O site demora pra abrir no celular

A maior parte do seu público entra pelo celular, muitas vezes na rua, com sinal ruim.

Se a página leva mais de três segundos pra mostrar alguma coisa, uma parte real das pessoas desiste antes de ver qualquer coisa que você escreveu. Elas não aparecem como visita perdida em lugar nenhum. Elas simplesmente não existem no seu relatório.

Os culpados de sempre são: foto gigante sem tratamento, tema cheio de recurso que ninguém usa, vídeo tocando no fundo e uma pilha de rastreadores. Teste rápido: abra o seu site no 4G, longe do wi-fi, e conte até três em voz alta.

6. Cada página pede uma coisa diferente

Site que pede “peça um orçamento”, “assine a newsletter”, “siga no Instagram”, “baixe o material” e “ligue agora” na mesma tela não está pedindo nada.

Uma página, um pedido. Se a página é do serviço, o pedido é falar com você. O resto é distração educada.

Vale a mesma lógica que sustenta as nossas páginas de serviço: uma busca, uma página, um pedido. Quando a pessoa chega procurando uma coisa específica e a página responde exatamente aquilo, a conversão sobe sem trocar uma vírgula do design.

7. Você não mede nada, então acha que sabe

Esse é o que trava todos os outros seis.

Se você não sabe quantas pessoas clicaram no seu botão de WhatsApp no mês passado, você não tem como saber se qualquer mudança melhorou ou piorou nada. Vira discussão de gosto, e discussão de gosto quem ganha é quem fala mais alto.

O mínimo é medir três coisas: quantos entraram, quantos clicaram pra falar com você, e quantos viraram cliente. Com esses três números você sabe onde está o vazamento. Sem eles, todo mundo palpita e ninguém acerta.

“Isso é complicado de instalar?” Não. É configuração de uma vez só, de graça, e depois roda sozinha. É a mesma medição que a gente usa pra saber se o investimento em anúncio está valendo, e ela serve pro site inteiro, não só pra campanha.

O padrão que aparece em quase todo caso

Depois de olhar bastante site de empresa pequena, dá pra ver uma coisa se repetindo.

Os sete problemas quase nunca vêm sozinhos. Quem tem primeira tela vaga geralmente também não fala de preço, não tem prova social visível e não mede nada. Faz sentido: os sete são sintomas da mesma causa, que é o site ter sido feito pensando em como a empresa quer ser vista em vez de em que ordem a pessoa decide.

E é aí que a coisa fica cara sem aparecer. Você paga anúncio pra levar gente até uma porta que não abre. O Google entrega, a ficha entrega, o Instagram entrega, e a conversão vaza no último metro.

Por isso a gente insiste que site, ficha e anúncio são uma peça só. Não adianta a melhor campanha do mundo terminando numa página que não pede nada.

Confira hoje, no seu celular

Faça agora, leva dez minutos e não precisa de ninguém:

  1. Abra o seu site no celular, no 4G.
  2. Conte até três enquanto carrega.
  3. Sem rolar a tela, leia o que está escrito. Dá pra saber o que você faz e onde?
  4. Procure como falar com você sem rolar. Achou?
  5. Procure qualquer prova de que outra pessoa já te contratou. Achou?
  6. Procure qualquer indicação de preço. Achou?

Cada “não” dessa lista é dinheiro parado.

Conferir é rápido, resolver é outra conversa

Você consegue fazer o diagnóstico acima sozinho hoje, e recomendo que faça antes de falar com qualquer um, inclusive comigo.

Agora, arrumar de verdade normalmente não é trocar um botão. É reescrever a primeira tela com a busca certa, reorganizar as páginas de serviço pra cada uma responder uma intenção, colocar a prova social onde a decisão acontece, deixar o carregamento no celular decente e ligar a medição pra você parar de decidir no achismo. É esse conjunto que a gente reestrutura, e é ele que muda o número no fim do mês.

Se quiser, me manda o link do seu site no WhatsApp. Eu abro no celular como se fosse cliente e te digo em que ponto exato eu desistiria. Sem proposta antes disso.

Cada dia que passa é mais um cliente que te procurou e não te achou.

Isso para no dia que você decidir resolver. Pode ser hoje.

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