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Quanto custa um site em 2026 (e o que faz o preço variar tanto)

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Notebook e monitores mostrando o layout de um site em construção
Foto: Tranmautritam / Pexels

Essa é a pergunta que mais chega aqui, e é também a mais difícil de responder por WhatsApp sem parecer que estou enrolando. Porque a resposta honesta é “depende”, e “depende” é a pior resposta que existe quando a pessoa só quer saber se cabe no bolso.

Então deixa eu explicar o que faz esse “depende” existir, com as faixas reais que se pratica no Brasil hoje.

Por que dois orçamentos pro mesmo site variam 10 vezes

Porque “site” não é uma coisa só. É um nome que cobre desde uma página feita num construtor em duas horas até um sistema que integra com estoque e agenda.

Quando alguém pede “um site pra minha empresa”, o que muda o preço não é a quantidade de páginas. É o quanto de trabalho de cabeça vai antes de escrever a primeira linha:

  • Alguém pesquisou o que o seu cliente digita no Google antes de comprar?
  • O texto foi escrito pra responder essa dúvida, ou é “somos uma empresa comprometida com a excelência”?
  • A estrutura foi pensada pra que cada serviço tenha uma página que possa ranquear sozinha?
  • Existe um caminho claro até o WhatsApp, em cada página?
  • Você vai conseguir saber quantos contatos o site gerou?

Site de R$ 800 pula todos esses cinco pontos. Ele entrega o objeto “site”. Não entrega o resultado “cliente chegando”.

As faixas, na prática

Até R$ 1.000: template preenchido. Alguém pega um modelo pronto, troca o logo, cola seus textos e publica. Fica no ar, tem endereço, você manda no Instagram. Serve pra quem precisa de presença mínima e não vai depender do Google. Não espere aparecer em busca nenhuma.

R$ 2.000 a R$ 8.000: institucional bem feito. Layout próprio ou fortemente adaptado, textos escritos pro seu negócio, três a seis páginas, velocidade decente, contato funcionando. É a faixa mais comum e resolve a maioria dos casos de empresa pequena que só precisa parecer séria quando o cliente pesquisa o nome dela.

R$ 6.000 a R$ 15.000: site pensado pra trazer cliente. Aqui entra pesquisa de palavra-chave antes, uma página por serviço construída pra ranquear, dados estruturados pro Google entender o negócio, medição de conversão ligada no Analytics e no Ads, e integração com a ficha do Google. A diferença dessa faixa pra anterior não é visual. É que essa daqui tem chance de aparecer numa busca em que você não é o nome pesquisado.

Acima de R$ 15.000: loja virtual, sistema, integração. Catálogo com pagamento, área de cliente, integração com ERP, agenda, automação. Aqui o site vira software e o orçamento passa a depender de escopo, não de tabela.

O que quase sempre fica de fora do orçamento

E vira surpresa depois:

  • Conteúdo. Muito orçamento assume que você entrega os textos e as fotos. Se você não entrega, ou o site fica com texto genérico, ou aparece um custo novo no meio do caminho. Pergunte isso antes de fechar.
  • Medição. Analytics e conversão do Google Ads instalados e testados. Sem isso, você não tem como saber se o site funciona, e vai acabar decidindo por sensação.
  • Ficha do Google. Site e Google Meu Negócio trabalham juntos. Fazer um sem o outro é entregar metade.
  • Manutenção. Quem atualiza quando muda o telefone, entra um serviço ou o certificado vence.

Os custos que continuam depois

Bem menores do que a maioria imagina:

  • Domínio: cerca de R$ 40 por ano no registro.br pra um .com.br.
  • Hospedagem: site estático moderno roda de graça ou por poucos reais por mês em plataformas como Vercel e Netlify. Site em WordPress pede hospedagem paga, na faixa de R$ 20 a R$ 60 por mês.
  • E-mail com seu domínio: opcional, de graça em alguns provedores, ou cerca de R$ 30 por usuário por mês no Google Workspace.

Se alguém te cobra mensalidade alta “pra manter o site no ar” sem descrever o que faz nesse tempo, pergunte o que está incluso. Manter no ar, sozinho, custa quase nada.

“Não tenho esse dinheiro agora, faço num construtor de graça mesmo?”

Faz, e não tem vergonha nenhuma nisso. Site de construtor gratuito é melhor que nenhum site. Só entre sabendo o que você está comprando: presença, não canal de venda. Ele resolve o “essa empresa existe e é séria” quando alguém pesquisa seu nome. Ele não resolve o “quero ser achado por quem ainda não me conhece”. Se o seu orçamento é esse, coloque a energia na ficha do Google, que é de graça e aparece em busca local, e trate o site como o próximo passo.

“E se eu já tiver um site? Preciso jogar fora?”

Na maioria das vezes, não. Se ele carrega rápido, funciona bem no celular e você consegue criar páginas novas sem depender de terceiro, dá pra evoluir o que existe e economizar bastante. Refazer se justifica em três casos: site lento a ponto de perder visita, site que você não consegue editar sem pagar alguém toda vez, e site onde não dá pra instalar medição. Fora isso, reforma costuma render mais que demolição.

Como avaliar um orçamento em cinco perguntas

Recebeu uma proposta e não sabe se o preço faz sentido? Pergunte isso pra quem mandou:

  1. Quais palavras as pessoas digitam pra achar um negócio como o meu, e quais páginas do site vão responder a cada uma delas?
  2. Quem escreve os textos?
  3. Como eu vou saber quantos contatos o site gerou?
  4. O site é meu? Se eu quiser trocar de fornecedor daqui a um ano, eu levo o código e o domínio comigo?
  5. O que exatamente eu pago por mês depois de pronto?

Quem responde as cinco com clareza está vendendo trabalho. Quem escorrega em duas ou mais está vendendo template com nome de projeto.

O erro que custa mais caro que o site inteiro

É gastar o orçamento todo na aparência e nada na chegada de gente.

Já vi negócio com site lindo, feito por designer bom, que não recebe uma visita que não venha do link da bio do Instagram. Isso não é site, é folder digital. Custou o preço de um canal de venda e entrega o valor de um cartão.

Se o seu orçamento é apertado, a ordem que eu recomendo é: primeiro a ficha do Google, que é de graça e traz busca local; depois um site simples e rápido, com uma página por serviço; e só então investir em visual. Dá pra melhorar a aparência depois. É muito mais difícil consertar uma estrutura ruim.

Quer uma leitura do que você tem hoje? Me manda o endereço do seu site atual no WhatsApp que eu olho estrutura, velocidade e o que está faltando pra ele aparecer, e te falo se vale ajustar ou refazer. Se preferir ver antes como eu trabalho, a página de criação de sites tem o processo inteiro descrito.

Cada dia que passa é mais um cliente que te procurou e não te achou.

Isso para no dia que você decidir resolver. Pode ser hoje.

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